Aqui, podemos contar com duas ferramentas importantes para alcançar uma boa qualidade de cabelo – a nutricosmética, que procura uma melhoria desde o interior, e a cosmética capilar, que procura melhorá-lo a partir de fora.
Geralmente, para se conseguir bons resultados necessitamos de uma combinação dos dois. É importante que, antes de começar qualquer tipo de tratamento, realize um correto diagnóstico tricológico, pois uma pessoa com patologia não terá melhorias significativas se nos limitarmos às vertentes indicadas anteriormente.
Quando nos referimos a Alopécia – patologia que provoca uma diminuição da densidade do cabelo ou mesmo a ausência do mesmo-, devemos ter em consideração que existem diferentes tipos. Ex: Alopécia Androgenética, Areata, entre outras (Alopécias não Cicatriciais), ou até mesmo Alopécia Frontal Fibrosante, um Líquen Plano Pilaris, etc (Alopécias Cicatriciais). Sendo que as Alopécias podem ser classificadas com múltiplos métodos, é necessária uma análise médica para que se possa estabelecer uma lista de possíveis diagnósticos diferenciais que constituirão a base para o estudo da problemática envolvida.
Todos sabemos a importância que a sociedade dá ao cabelo, especialmente nas redes sociais, mas há que saber filtrar informação e não criar expetativas irrealistas. Recordemos que o folículo piloso é a “raíz” do cabelo que se encontra no coro cabeludo e que contém a correta formação dos talos pilosos – o cabelo propriamente dito. Sendo assim, a estética capilar encarrega-se de melhorar o aspeto da porção “externa” – o talo piloso – quer seja do couro cabeludo, pestanas, sobrancelhas ou barba, carregada de queratina e de grande importância para o aspeto do cabelo. A cutícula, camada mais externa do talo, deve permanecer em boas condições, sem estar descamada, para que o cabelo apresente um aspeto brilhante e saudável.
Recorrer a um médico especializado é fundamental para que se estabeleça um diagnóstico e um correto plano de tratamentos.
*Artigo originalmente publicado na Revista Activa